Sai – Secretaria Executiva de Articulação Internacionais

Secretário Paulo Bornhausen integra grupo de trabalho nacional pelo acordo Mercosul – União Europeia

Acordo foi aprovado por unanimidade no Senado Brasileiro nesta quarta, 4, logo após a criação do grupo de trabalho capitaneado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

O secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, foi expositor e debatedor do Fórum de Integração Mercosul–União Europeia, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e passou a integrar o grupo de trabalho nacional que irá definir os próximos passos da articulação entre governos estaduais e setor produtivo para o melhor aproveitamento do acordo entre os dois blocos.

O encontro realizado na sede da ACSP, onde Bornhausen é conselheiro, reuniu lideranças públicas e privadas para discutir a preparação do Brasil para a entrada em vigor do tratado comercial. Durante o fórum, Bornhausen reforçou a interlocução de Santa Catarina com o setor produtivo nacional e com as instâncias políticas que acompanham a tramitação e os desdobramentos do acordo. 

“O Brasil precisa se preparar para transformar o acordo em comércio real e oportunidades concretas para nossas empresas. Os governos fazem a sua parte, mas o setor produtivo precisa estar no começo, no meio e no fim desse processo”, afirmou.

O secretário também relembrou sua participação nas primeiras discussões institucionais sobre o tema no Brasil. Na década de 1990, quando era deputado federal, Bornhausen presidiu a Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul no Congresso Nacional, que deu o pontapé inicial da aproximação com Parlamento Europeu (95/97), participando dos debates iniciais sobre a construção do acordo. Segundo o secretário, o momento atual representa a concretização de um processo que atravessou mais de duas décadas de negociações e avanços diplomáticos.

Médias e Pequenas empresas de SC no foco

Bornhausen destacou ainda que Santa Catarina chega a esse novo cenário com condições favoráveis para ampliar sua presença no comércio internacional.

“Santa Catarina tem perfil exportador consolidado, infraestrutura logística competitiva, alto padrão sanitário, industrial e a visão do governador Jorginho Mello de que setor produtivo e governo devem atuar em cooperação. Estamos prontos para transformar o acordo em oportunidades concretas para as nossas empresas”, disse.

Entre os temas debatidos no encontro esteve a necessidade de preparar especialmente as pequenas e médias empresas para o novo ambiente de integração econômica entre os blocos.

O fórum reuniu importantes lideranças nacionais e internacionais, entre elas o presidente atual da ACSP, Roberto Ordine, e o presidente eleito, Alfredo Cotait Neto; o senador Nelsinho Trad; a senadora Tereza Cristina, relatora do tema no Senado; o embaixador Pedro Miguel Costa e Silva; o economista Marcos Troyjo; e o ex-ministro português Miguel Relvas.

Evento no dia da aprovação do acordo no Senado

O debate abordou a tramitação do acordo no Congresso Nacional e o novo cenário geopolítico internacional, reforçando a importância da cooperação entre governos estaduais, setor privado e entidades representativas para garantir competitividade e inserção qualificada do Brasil no mercado europeu.

A criação do grupo de trabalho nacional busca estruturar essa articulação entre poder público e setor produtivo, preparando empresas e instituições para a fase de implementação e para a ampliação das relações comerciais, institucionais e tecnológicas entre Brasil e Europa nas próximas décadas.

No mesmo dia do evento, o Senado Federal do Brasil aprovou por unanimidade o Projeto de Decreto Legislativo que ratifica o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A matéria foi relatada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) e confirma a adesão do Brasil ao tratado após mais de duas décadas de negociações. O acordo prevê a redução de tarifas para cerca de 91% dos produtos importados pelo Mercosul e para aproximadamente 95% das exportações destinadas ao mercado europeu.